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PILOTAGEM NO COMEÇO

 

Todo e qualquer estudo sobre pilotagem em parapente deve estar diretamente ligado à busca do aumento da segurança em cada vôo realizado, não depender da segurança passiva de seu equipamento parece ser a opção mais sensata em qualquer tipo de configuração anormal de vôo. Saber exatamente como proceder em situações que prejudiquem ou mesmo interrompam o vôo normal, possibilitando o retorno à normalidade o mais rápido possível, é a forma ideal de conduzirmos nosso aparelho, melhor ainda seria se atingíssemos o nível de prever estas situações antes que elas acontecessem. Este é um dos pontos relevantes quando pensamos em iniciar o trabalho pós curso básico com pilotagem.

O primeiro contato com a pilotagem deve iniciar no curso básico, quando o piloto recebe base para conduzir com segurança seu parapente mesmo em condições de vôo mais intensas, independente do sítio de vôo em que este curso é ministrado. Formado, o piloto, pode iniciar o trabalho de segurança e pilotagem pós curso básico, buscando um trabalho específico para o seu nível de experiência. No primeiro curso de pilotagem e segurança o piloto experimenta na prática e na teoria o controle dos colapsos mais comuns, pêndulos em variados eixos, e técnicas de descida mais efetivas.

Mas quais são os benefícios de começar o trabalho com a pilotagem logo no início? Bem, logo que nos formamos pilotos, temos muitas dúvidas sobre praticamente todos os assuntos que envolvem o vôo, talvez por não ter vivenciado na prática tudo o que aprendemos no curso básico, nesta fase do aprendizado, onde tudo é novo para o piloto, é a fase em que absorvemos com maior facilidade qualquer informação e experiência, então o piloto deve já no início buscar absorver informação de qualidade que o faça evoluir em todas as áreas do vôo, porém a pilotagem merece atenção especial, já que a pilotagem é a constante invariável no vôo do parapente, já que desde de a decolagem até o pouso só o que fazemos é pilotar. Outra vantagem, e muito importante, é que quando começamos a voar, o fazemos com equipamento de maior facilidade de pilotagem e maior segurança passiva, os famosos saída de escola, se com este equipamento, o piloto começa seu primeiro curso de pilotagem, mesmo que não tenha nível de pilotagem para atingir o nível mais alto do curso, que é a parte de estol pelos freios (estol completo e negativa ou estol assimétrico), já dará um considerável salto de qualidade na pilotagem de seu equipamento, trazendo um nível de segurança bem mais elevado se compararmos a pilotos que nunca vivenciaram na prática os exercícios de um curso de pilotagem. E para finalizar este parágrafo, é muito importante deixar claro que este piloto, quando trocar seu equipamento por outro mais avançado, estará preparado para prosseguir o trabalho na área da pilotagem sem surpresas, apenas adaptando o conhecimento adquirido para o novo equipamento e quem sabe poder executar o programa completo de um curso de pilotagem.

Mas e aqueles pilotos que já não voam mais seus parapentes saída de escola? Os que voam há mais tempo e nunca fizeram nenhum trabalho de pilotagem?  É comum encontrar pilotos que voam há bastante tempo e sequer aceleraram seus parapentes, e alguns voando equipamentos de alta performance inclusive, talvez o tempo de vôo lhes deu experiência para pilotar suas "máquinas" com um certo nível de segurança, talvez a alto-confiança direcione o piloto a pensar assim, quem sabe? Estes pilotos tem forte tendência a adquirir vícios de pilotagem e a alimentar tabus, e um dos exemplos mais antigos e conhecidos é a "posição mágica" e também o "voar travadinho". Mas nunca é tarde para iniciar o desenvolvimento da pilotagem, e estes pilotos podem, e em minha opinião, devem começar independente do tempo de vôo um trabalho de desenvolvimento da pilotagem gradativo e homogêneo, com um instrutor capacitado, com um programa de exercícios criado exclusivamente para a necessidade do conjunto piloto/equipamento de forma que o piloto evolua sem gerar traumas que podem interromper o trabalho de desenvolvimento da pilotagem. Mas este parágrafo é para tranqüilizar estes pilotos e afirmar que é seguro e muito proveitoso começar a qualquer tempo o aprimoramento da pilotagem, e o primeiro curso ainda vai dar ao piloto a consciência de sua sintonia com seu equipamento.

A dica para todos os pilotos independente de tempo de vôo, equipamento, adepto do vôo local ou do cross country, é que investir na pilotagem é o melhor jeito de conhecer seu equipamento, conhecer sua capacidade de reação em condições adversas, saber se seu equipamento está adequado para o seu nível de pilotagem, e de se conhecer como piloto. Posso afirmar que 100% dos pilotos que tomam conhecimento destes itens estarão inevitavelmente voando com um maior nível de segurança em cada vôo que realizarem.

Um abraço a todos

Rodrigo Rezende

 

 

 

 

 

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